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13 novembro 2020

Baco Exu do Blues se expande e dirige projeto com cinco novos artistas

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Baco Exu do Blues grita (e grita, mesmo), em “Jovem Preto Rico”, música do mais recente projeto dele, o EP “Não Tem Bacanal na Quarentena”, lançado no início do período de isolamento social e criado em pouquíssimos dias.

“Olhe no meu olho!”, desafia Exu do Blues.

Raivoso, voz rasgada, o grave torando e destruindo fones de ouvido sem capacidade de aguentar tanta vibração.

Mas o mesmo Exu do Blues de “Jovem Preto e Rico” também sofre pelo amor, como “Me Desculpa Jay Z”, hitzaço de “Bluesman”, o segundo disco dele.

Baco Exu do Blues é, a partir do olhar de quem acompanha a carreira do artista há anos, um artista de múltiplas personalidades, do gozo da devassidão à espiral da depressão. Ele se apresenta aos poucos, nuance por nuance, em transições deliciosas de se sacar.

Agora, Diogo Moncorvo inicia um novo projeto do selo 999, criado ao lado do produtor e parceiro há tempos Leonardo Duque. Um projeto quer abordar “a luta, o talento, a glória e a dor do povo preto”, como foi explicado em um post da produtora, na segunda metade do Mês da Consciência Negra.

Esse é Bandele, uma palavra nigeriana usada para denominar quem “nasceu longe de casa”. E é disso, da diáspora, que trata o projeto das 999, adiantado aqui em primeira mão pela coluna.

Baco, figura que estourou bolhas graças a “Te Amo Disgraça”, hit etílico altamente sexual, comanda a história, mas não é o único protagonista. Na verdade, em “Bandele”, a ideia é que Baco e 999 coloquem os holofotes em novos artistas, no mês da consciência negra, em uma ação com apoio da Puma e Fundação Altafonte.

O projeto Bandele consiste no lançamento de seis faixas inéditas acompanhadas de performances audiovisuais dirigidas pelo próprio Baco. Além de Diogo, também lançam novos sons Vírus, Dactes, Muse Maya, Young Piva e Celo Dut, ao longo de uma programação de 11 dias, a partir de 16 de novembro.

“A 999 é uma fábrica de sonhos da arte negra. Nossa comunhão é sempre algo muito marcante e quando a gente se junta para falar com um propósito tem um impacto muito grande”, diz Baco.

O calendário de lançamentos fica assim:
Dia 16/11 – “Mercado Modelo”, de Vírus
Dia 18/11 – “Não Abrir Mão de Nada”, de Dactes
Dia 20/11 – “Tommie Smith”, de Baco Exu do Blues
Dia 23/11 – “Deus Em Pele de Farsa”, de Young Piva
Dia 25/11 – “Sauce”, de Muse Maya
Dia 27/11 – “Ilhada”, de Celo Dut.

Vírus, Dactes, Muse Maya, Young Piva e Celo Dut são artistas com potencial gigantesco.

Saca só o desempenho da ótima Muse Maya nesse fissurante rap-pagode “Ela é Gostosa Pra C*ralho”, também do EP “Não Tem Bacanal na Quarentena”:

“Vivemos num país altamente racista, que mata dezenas de negros diariamente. Compreender a dimensão da abrangência do termo consciência negra significa, entre muitas outras coisas, entender que ela não pode se resumir a um mês ou a um dia. Significa respeitar toda uma luta ancestral”, diz Baco Exu do Blues.

As músicas estarão disponíveis nas plataformas digitais e também no canal de YouTube da produtora 999

Fonte: UOL

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