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30 setembro 2019

De peça que nunca estreou para o Rock in Rio, conheça a banda Os Caras e Carol que toca todos os dias no festival

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Quem entrar no Rock in Rio ouviu e ainda vai ouvir um pouco do show da banda Os Caras e Carol. Com disco recém-lançado, o grupo carioca toca todos os dias no Rota 85.

O Rock in Rio tem este novo espaço dedicado ao ano de estreia do festival. Ele fica bem na entrada da Cidade do Rock.

A banda surgiu do encontro entre Carol Coutinho (vocalista) e Leonardo Maciel (baixista) para uma peça de teatro em 2015.

O espetáculo nunca estreou, porque logo na primeira reunião eles perceberam que poderiam ir mais longe como banda. “Teatro no Rio de Janeiro é muito difícil”, explica Carol ao G1.

Para os shows, eles, João Loroza (guitarra) e Ruvício Santos (bateria) estão preparando um repertório com 27 músicas que devem ser tocadas em sets de 30, 40 minutos ao longo do dia.


“A gente está preparando o show de acordo com a proposta desse palco que é um resgate do Rock Clássico, do Blues e do Country”, afirma Carol.

Beatles, Pink Floyd, David Bowie, Cazuza, Rita Lee e até Harry Styles e Lil Nas X estão entre os artistas da lista de covers.

Na entrevista abaixo, eles explicam como a banda se formou e se o fato de terem familiares no meio artístico ajuda na carreira. Carol é sobrinha de Leninha Brandão, empresária de Zeca Pagodinho e João é filho do ator Serjão Loroza.

G1 – A banda começou em uma escola de atores com você, Carol, e Leo montando um espetáculo. No final das contas, a peça chegou a estrear?

Carol Coutinho – A peça não chegou a acontecer. No primeiro encontro que a gente teve a ideia era fazer um musical com composições autorais. Era um show de uma banda e coisas iam acontecendo durante esse show.

Mas logo nesse primeiro dia a gente já viu que tínhamos composições legais e repensamos se queríamos ficar presos no circuito de teatro.

Teatro no Rio de Janeiro é muito difícil, então a gente viu que seria mais interessante seguir como banda, podendo se apresentar onde a gente quisesse do que seguir como uma peça.

Ruvício Santos (bateria), Leonardo Maciel (baixista), Carol Coutinho (vocal) e João Loroza (guitarra) formam a banda Os Caras e Carol — Foto: Divulgação/Guto Costa

G1 – Como que o João e o Ruvício entraram na banda?

João Loroza – No final do ano teve uma confraternização na casa da minha irmã Luiza Loroza, que fazia o curso com eles. Eles me viram tocando, gostaram e me chamaram para o ensaio. Entrei com 15 anos na banda, mas antes tive outras bandinhas amadoras.

Ruvício Santos – A Silvina, que é empresária e produtora, me chamou e eu fiz o teste no processo de formação da banda. Já toquei com o MV Bill, Gabriel, O Pensador e agora com a Vanessa da Mata também.

G1 – A maioria das músicas são assinadas por todos vocês. O processo de composição é em grupo mesmo?

Leonardo Maciel – As composições são individuais, mas o processo de arranjos e harmonização é feito em conjunto. A gente traz a ideia bruta, algumas vezes já têm harmonia, outras têm apenas a letra, como aconteceu com a música de trabalho “Até Amanhã”. A Carol tinha a letra e a gente harmonizou.

G1 – Será mesmo repertório todos os dias?

Carol Coutinho – É uma proposta desse palco que é um resgate do Rock Clássico, do Blues e do Country. Focamos em músicas dos Beatles, Pink Floyd, David Bowie, Elton John, de música brasileira tem Paralamas do Sucesso, Cazuza, Rita Lee.

Também optamos por trazer coisas de agora que a gente consegue adaptar para a proposta, como Harry Styles, Amy Winehouse e Lil Nas X.

G1 – Qual é o maior desafio desses shows?

Carol Coutinho – O maior desafio é aguentar a maratona que é tocar sete dias e apresentar todas as músicas que a gente quer apresentar no melhor da nossa habilidade. São 27 músicas todos os dias em sets de 30, 40 minutos.


G1 – Vocês acabaram de lançar o primeiro CD e tocam todos os dias no Rock in Rio. Está tudo indo rápido demais, era o esperado?

Carol Coutinho – Acho que as coisas estão indo na velocidade certa, porque o que a gente percebe é uma progressão. A gente ficou de 2015 até 2017, desenvolvendo músicas, ensaiando, ensaiando. Em 2017 a gente começou a fazer show e começou a gravar, mas só saiu em 2018. A segunda música que a gente lançou levou 9 meses para sair, então já é menos que um ano.

O que a gente percebe é as coisas estão indo cada vez um pouquinho mais rápido, mas a gente teve tempo para fazer todas as coisas que a gente quis fazer. Agora o ritmo está aumentando e a gente está acompanhando o ritmo. Não acho que é muito rápido, é no tempo certo.

G1 – Para o disco ‘Coisas da Vida’, quais são as referências de vocês?

Carol Coutinho – Especialmente para esse álbum Fleetwood Mac e Florence and The Machine. Titãs, O Rappa e Beatles também.

G1 – Quais são as facilidades de ter parentes no meio musical? Até que ponto isso abre portas no mercado?

Carol Coutinho – Isso é uma questão interessante. Abre porta? Abre. O espaço que vamos conquistar a partir dessa porta só depende da gente.

É óbvio que sendo filha da Silvina e sobrinha da Leninha, é óbvio que a comunicação com a gravadora, com o contratante é mais fácil. Alugar um estúdio, chegar em músicos primorosos é mais fácil, mas se eu não tiver a minha técnica aprimorada, se eu não tiver as minhas composições, se eu não tiver presença de palco quando eu subir para cantar…. as pessoas vão abrir a porta para mim e eu vou fazer o que com isso? Nada.

Então, sim, muitas portas foram abertas porque temos conexões com pessoas da nossa família que já trabalham na música, mas essa porta só funciona se a gente conquistar o espaço que está atrás dela.

João Loroza – Nós [ele e o pai, Serjão Loroza] fazemos música, mas seguimos por caminhos diferentes. Eu foco mais em ser um instrumentista, ele é mais cantor, intérprete de carnaval.

Eu quero seguir a minha estrada, com muita ajuda dele. Ele sempre dá dicas, mas eu sempre converso com ele que eu preciso seguir o meu caminho.

G1 – Você estava falando em ser uma boa performer, Carol. Quem são as artistas em que você se inspira?

Carol Coutinho – O show da Florence Welch [do Florence and The Machine] foi um dos mais impressionantes que já assisti, a forma como ela comanda o palco, a forma como ela se comunica com o público.

Vou falar de Lady Gaga também, porque pra mim é primorosa em tudo que ela faz e a Amy Winehouse é outra referência muito grande.

Tive muita sorte de poder assistir todos esses shows e ver essas mulheres. Uma referência muita grande na música brasileira é Vanessa da Mata.

Fonte:G1

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