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11 julho 2019

Karina Buhr enfatiza o toque do tambor na atmosfera punk do quarto álbum solo, ‘Desmanche’

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Foi com o toque do tambor que Karina Buhr se apresentou de Pernambuco para o mundo pop em 1994, como integrante dos maracatus Piaba de Ouro e Estrela Brilhante do Recife. É no toque do tambor que, após 25 anos, essa artista multimídia se escora ao dar forma ao quarto álbum solo, Desmanche, produzido por Buhr com Regis Damasceno.

Quatro anos depois do disco Selvática (2015), Buhr apresenta em 26 de julho um álbum movido pela energia do punk rock e pela batida do tambor. Amostra dessa explosiva mistura de percussão e guitarra já poderá ser conferida nesta sexta-feira, 12 de junho, data em que a cantora lança A casa caiu, segundo single do álbum Desmanche.

Tal como o single anterior Sangue frio, lançado em maio, A casa caiu é single de forte pulsão social. Cheia de som e fúria, a música de Buhr versa metaforicamente sobre a queda do coronelismo e do latifúndio, simbolizados pela casa grande, sem deixar de evocar quedas literais.

“A letra fala ‘a casa caiu’ como figura de linguagem, mas também se mistura com casas caindo de fato. Uma das citações é o crime ambiental de Brumadinho, que resultou em pessoas e natureza soterradas”, explica Karina Buhr, autora da letra e da música.

“A letra fala ‘a casa caiu’ como figura de linguagem, mas também se mistura com casas caindo de fato. Uma das citações é o crime ambiental de Brumadinho, que resultou em pessoas e natureza soterradas”, explica Karina Buhr, autora da letra e da música.


No álbum Desmanche, Karina Buhr marca posição ao versar sobre guerras e injustiças sociais em repertório inteiramente autoral e quase todo composto somente pela artista (a exceção é o bolero Filme de terror, assinado e gravado com o rapper Max B.O.). Mas vai além da crítica.


Recorrentes em músicas como Temperos destruidores, as questões mais políticas são contrabalançadas no álbum com letras sobre temas mais suaves como amor e natureza, assuntos de músicas como Amora(flerte com o brega recifense), Peixes tranquilos e Nem nada.

Gravado sem bateria, o álbum Desmanche é pontuado pelo batuque dos tambores. Uma das músicas, Vida boa é a do atrasado, foi formatada somente com os toques dos tambores e as vozes de Buhr e da cantora Isaar, com quem Buhr integrou o grupo Comadre Fulozinha antes de se lançar em carreira solo, em 2010, com o vigoroso álbum Eu menti pra você.

Nove anos depois dessa grande estreia solo, Karina Buhr sinaliza – com os singles Sangue frio e A casa caiu – que voltará a ocupar com o álbum Desmanche um lugar de destaque no universo pop do Brasil.

Fonte:G1

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