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16 março 2020

Rod Krieger, ex-Cachorro Grande, aposta no ‘psicodelismo indiano’ no primeiro álbum solo

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♪ Quase dois anos separam a edição do primeiro single solo de Rod Krieger – Louvado seja Deus, gravado com o eterno mutante Arnaldo Baptista e apresentado em abril de 2018 – e o lançamento do primeiro álbum individual desse cantor, compositor e músico gaúcho projetado como baixista da banda sulista Cachorro Grande (1999 – 2019).

Em sintonia com o título, o disco A elasticidade do tempo – idealizado inicialmente como EP – chega ao mercado fonográfico na próxima sexta-feira, 20 de março, com o formato de álbum e com quatro das oito faixas já previamente editadas em singles e com capa que expõe o artista em foto de Daryan Dornelles estampada em colagem de Marina Abadjieff.

Por já serem conhecidas pelos seguidores do artista, as músicas Louvado seja Deus, Todos gostamos de você, Raio e Despertar diluem o teor de novidade de disco batizado quando Krieger ouviu de Lucinha Barbosa, companheira de Arnaldo Baptista, a crença de que “O tempo é elástico”.

Confiando na relatividade do tempo, o artista – que passou a assinar Rod Krieger para diferenciar essa fase solo do período em que tocou baixo na banda Cachorro Grande com o nome de Rodolfo Krieger – investe na promoção de uma quinta música do álbum, Cores flamejantes, composição batizada com inspiração nos tons dos chacras e gravada com ecos da música psicodélica da década de 1960.

Aliás, a intenção de Krieger foi fazer um disco que reverberasse o mood sixties psicodélico que o artista já experimenta desde que iniciou a carreira como integrante da banda Os Efervescentes. À essa influência, Krieger adicionou elementos de música indiana, perceptíveis já nos toques de cítara e tabla que impulsionam a espiritualizada música inicial Louvado seja Deus.

Capa do álbum 'A elasticidade do tempo', de Rod Krieger — Foto: Daryan Dornelles com arte de Marina Abadjieff

Ambientado em Lisboa (Portugal) desde 2019, Krieger viveu no Guarujá (SP), no litoral paulista, entre 2017 e 2018, após morar por 13 anos na cidade de São Paulo (SP). A temporada no Guarujá inspirou Sobre as ondas, música batizada com nome de edifício da cidade litorânea. Já Disco voador é composição feita pelo artista sobre a impressão de ter visto luzes no céu da cidade de São Paulo (SP).

Única música fora do trilho autoral do álbum, Vai com Deus – parceria de Tony Bizzaro com Carlos Lemos, lançada por Bizarro há 43 anos no álbum Nesse inverno (1977) – é abordagem resultante do fato de Krieger, no início das gravações do disco, ter ouvido muito o álbum desse cultuado artista paulistano associado ao alvorecer do soul e do funk no Brasil. Quando Krieger decidiu transformar o EP no álbum A elasticidade do tempo, decidiu regravar a música de Bizarro.

Além de cantar, ser o autor de sete das oito músicas e de tocar guitarra no disco, Rod Krieger assina com Ricardo Prado a produção musical do álbum A elasticidade do tempo, gravado em estúdio do interior do estado de São Paulo com aposta em som caracterizado pelo artista como “psicodelismo indiano”.

Fonte:G1

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