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11 março 2019

Ruy Maurity tem editados em CD os dois álbuns que fecharam o ciclo áureo do artista

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Cantor e compositor fluminense que viveu o auge artístico ao longo da década de 1970, Ruy Maurity emplacou dois grandes sucessos nesses anos de apogeu, Serafim e seus filhos (1972) e Nem ouro nem prata(1976), além do samba A xepa (1977), propagado como tema de abertura da novela Dona Xepa, exibida pela TV Globo de maio a outubro de 1977.

Essas músicas exemplificam o tom nacionalista de obra autoral composta com o parceiro José Jorge e cujo suprassumo está concentrado nos sete álbuns lançados por Maurity entre 1970 e 1980.

Destes sete títulos, seis foram feitos na gravadora Som Livre, sendo que dois, Bananeira mangará (1978) e Natureza (1980), estão sendo editados pela primeira vez no formato de CD neste mês de março de 2019.

As reedições saem dentro do 12º lote de relançamentos dos catálogos da Som Livre e da RGE, revitalizados pelo selo Discobertas desde setembro de 2017.

Alvos de moderada repercussão nas épocas dos respectivos lançamentos, esses dois álbuns se juntam a Safra / 74 (1974), título já editado em CD na mesma série há um ano.

Sexto dos nove álbuns que compõem a discografia de Ruy Maurity, Bananeira mangará tem produção assinada por Guto Graça Mello. O repertório é essencialmente autoral. Maurity assina com José Jorge nada menos do que dez das 12 músicas do álbum.

As exceções são a música-título Bananeira mangará, de autoria de Janduhy Finizola, e Cana caiana, parceria então inédita de Maria Bethânia com a violonista e compositora Rosinha de Valença (1941 – 2004) que seria regravada por Zezé Motta no ano seguinte, no álbum Negritude (1979).

Já o álbum Natureza, disco que encerrou a passagem de Maurity pela Som Livre e o ciclo áureo da carreira do artista, foi produzido por Max Pierre com arranjos do pianista Antonio Adolfo. O repertório também é majoritariamente autoral, embora a música-título Natureza seja da lavra de Zé Vicente da Paraíba com Passarinho do Norte.

Fonte: G1

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